O deputado estadual Dr. Paulo (PRD) exonerou, nesta sexta-feira (13), o assessor parlamentar Fabrício Virgínio da Silva. A decisão foi tomada após uma investigação do Ministério Público (MP) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) indicar que o assessor teria recebido repasses de mais de R$ 32 mil da empresa Engetech Arquitetura e Construção. A empresa está sendo investigada por supostas irregularidades em contratos com a Prefeitura de Pouso Alegre.
Em comunicado nas redes sociais, Dr. Paulo afirmou que a exoneração foi feita a pedido do próprio assessor. “Em função das notícias veiculadas na imprensa envolvendo o assessor de nosso gabinete – Fabrício Virgínio da Silva, o deputado estadual Dr. Paulo informa que, a pedido do próprio servidor, será realizada sua exoneração na data de hoje (13/12) para que o mesmo possa esclarecer tudo o que foi divulgado o mais breve possível”, diz a nota oficial.
O parlamentar também destacou que tomou conhecimento da situação por meio de uma reportagem. Fabrício Virgínio, por sua vez, preferiu não se manifestar, mas afirmou que já prestou esclarecimentos ao MP ao ser ouvido como testemunha no início do mês.
O caso envolvendo o assessor surge no contexto da operação "Segunda Demão", deflagrada em outubro pelo MP e pelo Gaeco. A operação investiga possíveis crimes relacionados a contratações sem licitação e fraudes em contratos públicos firmados com a Prefeitura. Entre os contratos investigados estão dois de manutenção predial, um de reforma do Casarão dos Junqueiras e outro para a construção de um muro na escola Irmão Dino Girardelli.
Além da operação, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instaurada na Câmara Municipal para apurar supostas irregularidades em um dos contratos investigados. Desde o início dos trabalhos, em novembro, 11 pessoas já foram ouvidas pela comissão, incluindo secretários, ex-secretários e servidores públicos. Na próxima semana, o ex-assessor Fabrício Virgínio e representantes da empresa DAC, responsável por projetos de engenharia civil da Prefeitura, também serão ouvidos.
A CPI tem prazo até 31 de dezembro para apresentar suas conclusões.
Créditos (Imagem de capa): Redes Sociais
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