Imagens de câmeras de segurança ajudaram a Polícia Civil de Santa Catarina a identificar uma contradição no depoimento do adolescente indiciado pela morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis.
O inquérito da investigação foi concluído nessa terça-feira e a polícia pediu a internação provisória do adolescente apontado como agressor do Orelha.
A Polícia Civil concluiu que o jovem cometeu ato infracional equivalente ao crime de maus-tratos. Segundo o delegado Renan Balbino, ele “se contradisse em diversos momentos e omitiu fatos importantes para a investigação”.
O vídeo mostra o adolescente saindo do condomínio onde estava hospedado às 5h25 do dia 4 de janeiro e voltando às 5h58, acompanhado de uma amiga. Apesar disso, ele declarou ter ficado na área da piscina durante todo o tempo.
Segundo a polícia, Orelha foi agredido por volta das 5h30.
O cachorro foi encontrado agonizando na praia no dia 5 de janeiro e morreu após ser levado ao veterinário. Derli Royer, responsável pelo socorro emergencial, contou que o animal tinha lesões graves na cabeça e no olho esquerdo, além de forte desidratação.
O laudo da Polícia Científica mostra que Orelha levou um golpe forte na cabeça, possivelmente causado por um chute ou por um objeto rígido, como madeira ou uma garrafa.
Os nomes, idades e locais de residência do envolvido não foi divulgado, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garante sigilo total em casos que envolvem menores de 18 anos.
Ao todo, 24 testemunhas foram ouvidas, e oito adolescentes chegaram a ser investigados ao longo do processo.
Créditos (Imagem de capa): Rede Globo
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