Com bandeira do Brasil nas mãos, falas em português e referências à música popular brasileira no repertório, Shakira (@shakira) apostou em uma conexão direta com o público local no palco do Todo Mundo no Rio 2026. Veja o vídeo.
Sem discursos políticos, nem militância de cunho progressista nem mensagens de natureza ocultista, a artista concentrou a apresentação naquilo que a consolidou globalmente: identidade latina, patriotismo e muita interação com o público.
A incorporação de elementos da música brasileira ao setlist foi um dos momentos mais comentados da noite. Shakira cantou trechos de canções da MPB e do axé, gênero com o qual a colombiana tem afinidade declarada desde os anos 1990, quando esteve pela primeira vez no Brasil.
A cantora também convidou Caetano Veloso, Maria Bethânia, Ivete Sangalo e Anitta ao palco, que ela diz admirar desde que passou a cumprir agendas no Brasil a partir de 1996. Não ficou claro, porém, se as presenças ocorreram de forma espontânea ou se fazia parte de alguma cláusula contratual firmada com os organizadores do evento e o Grupo Globo.
Com Anitta, ambas emplacaram performances de “Choka Choka”, confirmando a participação especial da funkeira, que havia sido especulada nos dias anteriores.
A apresentação durou cerca de duas horas e reuniu os maiores sucessos da carreira da artista, entre eles “Hips Don’t Lie”, “Waka Waka”, “Whenever, Wherever”, “Loca” e “BZRP”.
O show começou às 23h05, com mais de uma hora de atraso provocado pelo mal-estar do pai da cantora, William Mebarak, de 94 anos, que passou mal momentos antes da apresentação.
Shakira não comentou o caso ao público e conduziu o espetáculo do início ao fim sem interrupções. O uso de bases gravadas também pode ter sido consequência de ajustes de última hora após a notícia. Em alguns momentos, ela chegou a errar trechos e aparentava estar abalada.
Créditos (Imagem de capa): Redes Sociais
Comentários: