O Instituto de Previdência Municipal de Pouso Alegre (IPREM) apresentou déficit anual de R$ 17,5 milhões após registrar prejuízo de quase R$ 8 milhões em um fundo imobiliário ligado ao Banco Master, liquidado pelo Banco Central. A prestação de contas foi divulgada em audiência pública nesta semana.
Segundo o balanço, o instituto arrecadou mais de R$ 82 milhões em contribuições ao longo do ano, mas gastou cerca de R$ 99,8 milhões com o pagamento de aposentadorias e pensões. Atualmente, o IPREM atende 2.216 beneficiários. Nos próximos dois anos, outros 210 servidores já estão aptos a se aposentar, o que pode ampliar as despesas.
De acordo com a direção do instituto, o desequilíbrio nas contas ocorre desde 2021. Para cobrir a diferença mensal, o órgão retira entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões de aplicações financeiras.
Em 2020, a alíquota dos servidores foi elevada de 11% para 14%. O repasse patronal da Prefeitura e da Câmara também subiu, passando de 14% para 17,3%. Além disso, o município realiza aporte suplementar mensal, que chegou a 27,29% da folha em 2025 e aumentou para 28% neste ano.
O IPREM também foi citado na Operação Encilhamento, da Polícia Federal, que investigou investimentos considerados irregulares. Entre 2011 e 2017, o instituto aplicou R$ 182 milhões em 17 fundos de um mesmo conglomerado com problemas financeiros. No caso do Banco Master, dos R$ 10 milhões investidos em 2013, restam cerca de R$ 2,1 milhões em valor contábil.
A Prefeitura informou que mantém diálogo com o IPREM e realiza estudos técnicos para avaliar alternativas que garantam a sustentabilidade do sistema previdenciário municipal.
Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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