O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi oficialmente removido nesta sexta-feira (11) da lista de sanções da Lei Global Magnitsky, administrada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. A informação foi apurada e confirmada pelo Conexão Política com fontes diplomáticas e governamentais.
A exclusão de Moraes, de sua esposa Viviane Barci de Moraes e da empresa familiar Lex Instituto de Estudos Jurídicos Ltda., põe fim às restrições territoriais e financeiras impostas desde 30 de julho, que impediam negócios em dólar, transações com instituições americanas e entrada em território norte-americano.
As sanções foram impostas pelo governo do presidente Donald Trump sob a acusação de violações de direitos humanos. As alegações envolviam o papel de Moraes como relator da ação que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão, além de decisões que ordenaram a retirada de conteúdos de redes sociais hospedadas nos Estados Unidos.
A reversão das sanções foi resultado de uma intensa articulação diplomática do presidente Lula com Trump. Desde setembro, os dois vinham mantendo diálogos frequentes. Na última conversa, em 2 de dezembro, Lula enfatizou que a normalização das relações bilaterais dependia da retirada da Magnitsky e da revisão das tarifas de 40% impostas a produtos brasileiros.
Trump, segundo fontes do governo americano ouvidas pela reportagem, ordenou pessoalmente que sua equipe avançasse nas tratativas com o Brasil, abrindo espaço para o gesto de hoje.
A leitura em Brasília era de que a retirada da sanção a Moraes seria apenas questão de tempo, uma vez que o tema deixou de ser mencionado nas conversas entre as chancelarias e também nas tratativas com o Itamaraty.
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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